sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Lira III - III PARTE

Lira III 
Tu não verás, Marília, cem cativos
Tirarem o cascalho, e a rica, terra,
Ou dos cercos dos rios caudalosos,
Ou da minada serra.

Não verás separar ao hábil negro
Do pesado esmeril a grossa areia,
E já brilharem os granetes de ouro
No fundo da bateia.

Não verás derrubar os virgens matos;
Queimar as capoeiras ainda novas;
Servir de adubo à terra a fértil cinza;
Lançar os grãos nas covas.

Não verás enrolar negros pacotes
Das secas folhas do cheiroso fumo;
Nem espremer entre as dentadas rodas
Da doce cana o sumo.

Verás em cima da espaçosa mesa
Altos volumes de enredados feitos;
Ver-me-ás folhear os grande livros,
E decidir os pleitos.

Enquanto revolver os meus consultos.
Tu me farás gostosa companhia,
Lendo os fatos da sábia mestra história,
E os cantos da poesia.

Lerás em alta voz a imagem bela,
Eu vendo que lhe dás o justo apreço,
Gostoso tornarei a ler de novo
O cansado processo.

Se encontrares louvada uma beleza,
Marília, não lhe invejes a ventura,
Que tens quem leve à mais remota idade
A tua formosura.


Interpretação
Dirceu confessa seu amor pela pastora Marília. 
Nas primeiras estrofes fala sobre a exploração aurífera,da garimpagem,da agricultura e do trabalho pré-industrial.
Depois passa a elogiar a vida equilibrada e a atividade amena do letrado,da presença da ''pastora Marília''.
Diante de uma promessa total de dedicação a Maríllia,Dirceu proprõe que a beleza de sua  amada seja eternizada por sua lira.
Em um ambiente irreal da vida de casados,o poeta não só engrandece Marília mas á si mesmo.

Característica do Arcadismo na Lira

As características do arcadismo presente na lira é a aurea mediocritas(o culto da vida simples) e o pastoralismo que é a exaltação da vida no campo.

Situação Histórica

Foi escrita,provavelmente depois do seu exílio,pois não foi encontrado nenhum relato histórico

Glossário

Minada- escavada.
Granetes-pequenos grãos
Capoeiras:-mato nascido nas áreas em que se faz a derrubada de matas virgens.
Pleito- expressão jurídica para designar litígio,conflito
Fastos- registros públicos de fatos ou obras memoráveis.
Bateia:-gamela de madeira usada para a lavagem de areia ou cascalho que contenha mineirais preciosos.

Aluna:Emilia Luiza Loiola de Oliveira
nº:11 1º ''e''

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Lira IX- Parte III

 Lira IX


Chegou-se o dia mais triste
que o dia da morte feia;
caí do trono, Dircéia,
do trono dos braços teus,
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!
Ímpio Fado, que não pôde
os doces laços quebrar-me,
por vingança quer levar-me
distante dos olhos teus.
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!
Parto, enfim, e vou sem ver-te,
que neste fatal instante
há de ser o teu semblante
mui funesto aos olhos meus.
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!

E crês, Dircéia, que devem
ver meus olhos penduradas
tristes lágrimas salgadas
correrem dos olhos teus?
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!
De teus olhos engraçados,
que puderam, piedosos,
de tristes em venturosos
converter os dias meus?
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!
Desses teus olhos divinos,
que, terno e sossegados,
enchem de flores os prados
enchem de luzes os céus?
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!
Destes teus olhos, enfim,
que domam tigres valentes,
que nem rígidas serpentes
resistem aos tiros seus?
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!
Da maneira que seriam
em não ver-te criminosos,
enquanto foram ditosos,
agora seriam réus.
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!
Parto, enfim, Dircéia bela,
rasgando os ares cinzentos;
virão nas asas dos ventos
buscar-te os suspiros meus.
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!
Talvez, Dircéia adorada,
que os duros fados me neguem
a glória de que eles cheguem
aos ternos ouvidos teus.
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!
Mas se ditosos chegarem,
pois os solto a teu respeito,
dá-lhes abrigo no peito,
junta-os cos suspiros teus.
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!

E quando tornar a ver-te,
ajuntando rosto a rosto,
entre os que dermos de gosto,
restitui-me então os meus.
Ah! não posso, não, não posso

dizer-te, meu bem, adeus!



Esta lira retrata a descida do trono Dircéia, ou seja, Dirceu se separa de sua amada cidade.Diz que querem tirá-lo desta por pura vingança - Dirceu parte emfim e afirma que a lágrimas em teus olhos, pergunta se não há change de retrocesso.

"E quando tornar a ver-te,
 ajuntando rosto a rosto
,entre os que dermos de gosto,
restitui-me então os meus.
Ah! não posso, não, não posso
dizer-te, meu bem, adeus!"

Essa parte da lira é a prova de que não é um adeus final às terras africanas, mas uma viagem, sem dúvida um território mineiro. A prova esta na última estrofe onde implica a certeza de voltar em pouco tempo.A lira aborda um tema simples, a separação, apresenta a separação de Dirceu e sua amada Minas Gerais. Há presença da natureza, fauna e flora, o que lembra Horácio ao dizer "fugere urbem" (fugir da cidade), a rima também.Não se sabe ao certo qual período histórico  pois não há indícios de quando e onde (sabe-se apenas que estava em Minas Gerais) Dirceu estava, a lira parece uma lembrança. Glossário:
  • Ímpio -adj e s.m. Algo ou alguém que despreza a religião.
  • Que é contrário à religião: discurso ímpio.
  • Algo ou alguém que possui valores contrários aos que estão previamente estabelecidos pelo senso comum. 
  • Que ofende os pais, a moral, a justiça etc: indivíduo ímpio.
  • adj. Que demonstra ou possui falta de piedade.
  • (Etm. do latim: impius)
  • Fado-s.m. Fadário, destino, sorte.
  • Vaticínio, oráculo, profecia.
  • Canção popular portuguesa, dolente e triste; música e dança que acompanham essa canção.
  • S.m.pl. Forças misteriosas que se supõe dirigirem o destino: os fados não quiseram nossa felicidade.
  • Funesto-adj. Que provoca a morte, a desgraça: acidente funesto.
  • Nocivo, fatal.
  • Que prognostica a morte.
  • Deplorável, desventurado, infeliz.
  • Infausto, cruel, aterrador.
  • semblante- s.m. Rosto, cara, feições.
  • Fig. Aparência, fisionomia.
  • Ditosos-adj. Que tem boa sorte; venturoso, afortunado, feliz, felizardo.

        Aluna: Julia Rodarte Lage      Número:21              1º"E"

AVISO

INFORMO QUE A PARTIR DAS 21:30 HORAS NÃO TEREI COMO COMENTAR NENHUMA POSTAGEM.










GRATA,


ILKA THAIS

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Lira II Parte três

Em vão do amado
filho que foge,
Vênus quer hoje
notícias ter.
Sagaz e astuto
ele se esconde
em parte aonde
ninguém o vê.
Dos sinais dados,
bem se conhece
que ele aborrece
a mãe que tem.
Se os seus defeitos
Ela publica,
razão lhe fica
de se ofender.
Foge o menino
e, disfarçado,
vive abrigado
numa cruel.
Com mil carícias
a ímpia o trata;
nem o desata
do peito seu.
Se a semelhança
sempre amor gera,
deve uma fera
outra acolher.
Ah! se o teu nome,
Marília, calo,
que de ti falo
bem podes crer.


Introdução
 Essa lira começa falando de um menino que foge à procura de seu amor, aparentemente parece ter sido em vão, fugido na imaturidade, no impulso do momento. Vênus é a deusa do panteão romano, que nesta lira simboliza a mãe desse tal menino que teria fugido provavelmente de sua casa. Este menino se ospeda na casa de algúem,  que o trata bem com mil carícias.

"Se a semelhança
sempre amor gera,
deve uma fera
outra acolher."

 As pessoas estam alí prontas para serem amadas, nem sempre estam tão preparadas, mas todos merecemos um amor, tratar bem o próximo gera amor. Nesse trecho da lira consegui interpretar algo totalmente diferente daquilo esperado para esta lira porém, talvez tenha sido um aviso de Tomás Antônio Gonzaga, à alguns leitores que conseguissem entender de tal forma, assim como entendi.
 Dirceu encerra, falou pouco sobre Marília nessa lira, mas ainda sim fala.


Influências do Arcadismo
A lira dois começa, usando o nome da Deusa Vênus, é a deusa do amor e da beleza, apresentada como a principal apoiante dos heróis portuguêses.

Situação Histórica
 Nesta lira Tomás encontra-se degredado ( Termo português para um condenado exílio, situação corrente nos séculos XV a XVIII ). Nos primeiros anos das descobertas portuguesas, e de construção do império, os navios levavam um pequeno número de degredados, para auxiliar em tarefas consideradas demasiado perigosas ou onerosas para tripulantes comuns. Por exemplo, ao atingir uma praia desconhecida, um degredado ou dois eram geralmente desembarcados primeiro para testar se os habitantes nativos eram hortis.
 Tomás Antônio Gonzaga foi condenado a dez anos de degredo.

Glossário


* Sagaz - Que possui sagacidade; perspicaz, arguto: crítica sagaz.
Que não pode ou não se pode enganar; esperto.

* Astuto - adj. Característica de quem consegue obter privilégios para si e não se deixa usurpar ou ludibriar.
Qualidade de astucioso ou ardiloso.
Comportamento de quem pratica a maldade, especialmente, enganando outras pessoas.

* Ímpia  -adj e s.m. Algo ou alguém que despreza a religião.
Que é contrário à religião: discurso ímpio.
Algo ou alguém que possui valores contrários aos que estão previamente estabelecidos pelo senso comum.
Que ofende os pais, a moral, a justiça etc: indivíduo ímpio.
adj. Que demonstra ou possui falta de piedade.


* Desata - desda; desdas; desde.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

LIRA VIII SEGUNDA PARTE !                                       


De que te queixas,
Língua importuna?
De que a Fortuna
Roubar-te queira
O que te deu?
Este foi sempre
O gênio seu.
Levou, Marília,
A ímpia sorte
Catões à morte;
Nem sepultura
Lhes concedeu.
Este foi sempre
O gênio seu.
A outros muitos,
Que vis nasceram,
Nem mereceram,
A grandes tronos
A ímpia ergueu.
Este foi sempre
O gênio seu.
Espalha a Cega
Sobre os humanos
Os bens, e os danos,
E a quem se devam
Nunca escolheu.
Este foi sempre
O gênio seu.
A quanto é justo
Jamais se dobra;
Nem igual obra
C’os mesmos Deuses
Do claro Céu.
Este foi sempre
O gênio seu.
Sobe, ao Céu, Vênus
Num carro ufano;
E cai Vulcano
Da pura esfera,
Em que nasceu.
Este foi sempre
O gênio seu.
Mas não me rouba,
Bem que se mude,
Honra, e virtude:
Que o mais é dela,
Mas isto é meu.
Este foi sempre
O gênio seu.

Amigo de Marilia argumenta sobre seu comportamento estranho aonde não reconhece sua mudança de pensar e agir então ele diz á ela você sempre teve esse gênio então bem que se mude Honra ele então Marilia retruca dizendo que isto é meu ou seja o gênio e ninguém mudara isso e termina dizendo mesmo que sobe ao céu , vênus e cai Vulcano este foi sempre o gênio seu .                          
O Arcadismo foi um movimento literário inspirado em uma lendária região , A Arcádia , da Grécia Antiga , essa região dominada pelos deus Pã . O Arcadismo quanto á forma : vocabulário simples , frases na ordem direta , ausência total quase de figuras de linguagem                                                           
Glossário : 
                                                 
Ufano : o ufanismo é a atitude ou posição tomada por determinados grupos que enaltecem o potencial brasileiro, suas belezas naturais, riquezas e potencial 
                                                            
Ímpia : O ímpio é o que anda nos caminhos contrários de Deus, ou seja, os que não seguem os seus mandamentos: roubam, matam, se prostituem, dentre outros.
                              
Importunar : aborrecer , atormentar  
                                         

Aluno : Felipe Anders , 1 ANO ‘ E ‘  !

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Segunda Parte-Lira II

Esprema a vil calúnia muito embora
Entre as mãos denegridas, e insolentes,
Os venenos das plantas,
E das bravas serpentes.

Chovam raios e raios, no meu rosto
Não hás de ver, Marília, o medo escrito:
O medo perturbador,
Que infunde o vil delito.

Podem muito, conheço, podem muito,
As fúrias infernais, que Pluto move;
Mas pode mais que todas
Um dedo só de Jove.

Este Deus converteu em flor mimosa,
A quem seu nome dera, a Narciso;
Fez de muitos os Astros,
Qu'inda no Céu diviso.

Ele pode livrar-me das injúrias
Do néscio, do atrevido ingrato povo;
Em nova flor mudar-me,
Mudar-me em Astro novo.

Porém se os justos Céus, por fins ocultos,
Em tão tirano mal me não socorrem;
Verás então, que os sábios,
Bem como vivem, morrem.

Eu tenho um coração maior que o mundo!
Tu, formosa Marília, bem o sabes:
Um coração..., e basta,
Onde tu mesma cabes.

Gonzaga escreve esse poema na prisão,ele diz que foi preso injustamente e que os tais condenadores não tem prova contra ele,assim que faz o verso "Entre as mãos denegridas,e insolentes" ele quis enfatizar o erro cometido pela população da época,que achavam que Gonzaga tinha conspirado contra  a Inconfidência Mineira.
Na Segunda estrofe ele diz que tem chorado muito,pois sente falta da amada e tem medo de não conseguir vê-la novamente.
Gonzaga dá bastante prioridade ao amor que tem por Marília e diz que o deus Pluto será justo quanto ao seu julgamento,e que Marília é a única mulher que sempre terá um lugar em seu coração.
  Uso proeminente de figuras mitológicas, exagero nas emoções e glorificação da mulher também destacam o que Gonzaga sofria na Ilha de Cobras durante sua exílio.

Glossário 
Vil : adj. m e adj.f. De valor pequeno; ordinário: sujeito vil; comportamento vil; empresa vil.
Aquilo que pode ser comprado sem gastar muito dinheiro: parecia jóia, mas era um colar vil. 
Falta de consideração; que incita o desdém; desprezível: bandido vil. 
Que não possui importância; insignificante: morava num vil apartamento. 
s.m. e s.f. Quem possui as características acima citadas; desprezível: pessoa vil. 
pl. vis. 
(Etm. do latim: villis.e)

pluto 
s. m.
1. [Linguagem poética]  Riqueza.
Poder da riqueza.

Aluna: Elaine Barbosa Dos Santos                   N°: 10   Série/Turma: 1º "E" 
Lira IX

A estas horas
Eu procurava
Os meus Amores;
Tinham-me inveja
Os mais Pastores.

A porta abria,
Inda esfregando
Os olhos belos,
Sem flor, nem fita,
Nos seus cabelos.

Ah! que assim mesmo
Sem compostura,
É mais formosa,
Que a estrela d'alva,
Que a fresca rosa.

Mal eu a via,
Um ar mais leve,
(Que doce efeito!)
Já respirava
Meu terno peito.

Do cerco apenas
Soltava o gado,
Eu lhe amimava
Aquela ovelha
Que mais amava.

Dava-lhe sempre
No rio, e fonte,
No prado, e selva,
Água mais clara,
Mais branda relva.

No colo a punha;
Então brincando
A mim a unia;
Mil coisas ternas
Aqui dizia.

Marília vendo,
Que eu só com ela
É que falava,
Ria-se a furto,
E disfarçava.

Desta maneira
Nos castos peitos,
De dia em dia
A nossa chama
Mais se acendia.

Ah! quantas vezes,
No chão sentado,
Eu lhes lavrava
As finas rocas,
Em que fiava!

Da mesma sorte
Que à sua amada,
Que está no ninho,
Fronteiro canta
O passarinho;

Na quente sesta,
Dela defronte,
Eu me entretinha
Movendo o ferro
Da sanfoninha.

Ela por dar-me
De ouvir o gosto,
Mais se chegava;
Então vaidoso
Assim cantava:

"Não há Pastora,
"Que chegar possa
"À minha Bela,
"Nem quem me iguale
"Também na estrela;

"Se amor concede
"Que eu me recline
"No branco peito,
"Eu não invejo
"De Jove o feito;

"Ornam seu peito
"As sãs virtudes,
"Que nos namoram;
"No seu semblante
"As Graças moram."

Assim vivia...
Hoje em suspiros
O canto mudo;
Assim, Marília,
Se acaba tudo. 


.Introdução:
Na Lira IX,Tomás não só descreve a beleza e exuberância de Marília,como também fala de seus momentos  juntos.Ele relata Marília como uma mulher especial e inigualável.Lembrando que é uma comparação da vida dele antescom Marília com a que agora ele passa durante sua sentença em na prisão de Fortaleza.
 No poema,Tomás está a procura de Marília,enquanto outros ``Pastores´´ sentem inveja por viverem em suas próprias vidas de solidão.Assim que ela surge pela porta,Tomás se enche de inspiração e paixão,sentindo cada detalhe da presença dela a sua frente.Em seguida ele descreve a cena como uma situação no campo,Marília como a ovelha acolhida por Tomás,o pastor.Os trechos em seguidas contam momentos que tiveram de uma relação aconchegante e ardente.E assim ele conta sua história de amor,Marília como a mulher inocente e delicada e Tomas como um exemplo de amante dependente do amor pela Marília.
Arcadismo:
Além da Lira ,em visão geral ,ser de idealização da amada,já que diversas vezes ele fala de Marília como serena e perfeita, ela também pode ser apontada como de convencionalismo amoroso e bucolismo. Nas estrofes:
 Do cerco apenas 
Soltava o gado, 
Eu lhe amimava 
Aquela ovelha 
Que mais amava. 
.Convencionalismo amoroso: Se referindo como pastor e Marília como sua ovelha acolhida.

Dava-lhe sempre
No rio, e fonte,
No prado, e selva,
Água mais clara,
Mais branda relva. 

Bucolismo: Na estrofe ele oferece a Marília o melhor que a natureza pode lhe oferecer.

Glossário:
.Cerco; Estrategia militar onde os soldados cercam o perímetro ou o inimigo com armas de assédio.
.Prado : um campo plano ou de relevo suave para cultivação de graminais.
.Furto: retirar a coisa do legítimo possuidor contra a vontade deste.``Ria-se a furto´´,lhe roubava um sorriso.
.Casto(``castos peitos´´): que se abstém (recusa) de prazeres sexuais;Seios puros,inocentes ou castidade.
.Lavrava: bordar,construir (Bordava as finas rocas)
.Fronteiro :de frente
.Sesta: hora de descanso ou dormir após refeição
;Defronte: cara-a-cara
.Semblante: rosto,fisionomia.

Obs: Devido a mudança de descrição da característica de Marília é possível que ela seja uma musa inspiradora e não uma pessoa real.



Danielly de Fátima Vieira Medeiros Nunes 
nº:07    1ºano/turma: ''E''