quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Segunda Parte-Lira II

Esprema a vil calúnia muito embora
Entre as mãos denegridas, e insolentes,
Os venenos das plantas,
E das bravas serpentes.

Chovam raios e raios, no meu rosto
Não hás de ver, Marília, o medo escrito:
O medo perturbador,
Que infunde o vil delito.

Podem muito, conheço, podem muito,
As fúrias infernais, que Pluto move;
Mas pode mais que todas
Um dedo só de Jove.

Este Deus converteu em flor mimosa,
A quem seu nome dera, a Narciso;
Fez de muitos os Astros,
Qu'inda no Céu diviso.

Ele pode livrar-me das injúrias
Do néscio, do atrevido ingrato povo;
Em nova flor mudar-me,
Mudar-me em Astro novo.

Porém se os justos Céus, por fins ocultos,
Em tão tirano mal me não socorrem;
Verás então, que os sábios,
Bem como vivem, morrem.

Eu tenho um coração maior que o mundo!
Tu, formosa Marília, bem o sabes:
Um coração..., e basta,
Onde tu mesma cabes.

Gonzaga escreve esse poema na prisão,ele diz que foi preso injustamente e que os tais condenadores não tem prova contra ele,assim que faz o verso "Entre as mãos denegridas,e insolentes" ele quis enfatizar o erro cometido pela população da época,que achavam que Gonzaga tinha conspirado contra  a Inconfidência Mineira.
Na Segunda estrofe ele diz que tem chorado muito,pois sente falta da amada e tem medo de não conseguir vê-la novamente.
Gonzaga dá bastante prioridade ao amor que tem por Marília e diz que o deus Pluto será justo quanto ao seu julgamento,e que Marília é a única mulher que sempre terá um lugar em seu coração.
  Uso proeminente de figuras mitológicas, exagero nas emoções e glorificação da mulher também destacam o que Gonzaga sofria na Ilha de Cobras durante sua exílio.

Glossário 
Vil : adj. m e adj.f. De valor pequeno; ordinário: sujeito vil; comportamento vil; empresa vil.
Aquilo que pode ser comprado sem gastar muito dinheiro: parecia jóia, mas era um colar vil. 
Falta de consideração; que incita o desdém; desprezível: bandido vil. 
Que não possui importância; insignificante: morava num vil apartamento. 
s.m. e s.f. Quem possui as características acima citadas; desprezível: pessoa vil. 
pl. vis. 
(Etm. do latim: villis.e)

pluto 
s. m.
1. [Linguagem poética]  Riqueza.
Poder da riqueza.

Aluna: Elaine Barbosa Dos Santos                   N°: 10   Série/Turma: 1º "E" 

Um comentário:

  1. Elaine, você fez uma ótima interpretação. Gostaria de lembrar-lhe que depois de ponto ou virgula dá-se espaço antes de escrever a próxima palavra. Por exemplo:
    "Gonzaga escreve esse poema na prisão, ele diz que foi preso injustamente"
    Observe que a virgula está juntamente da palavra prisão e que depois da virgula dei espaço antes de digitar a próxima palavra.

    Ilka Thaís Nº 16
    1º E

    ResponderExcluir